domingo, 15 de outubro de 2017

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Sob o embalo de seu último toque

Dois universos completamente diferentes 
só são o mesmo universo 
no verso em que nossos corpos se encontram 
e deslizam noite a dentro.

sábado, 26 de agosto de 2017

Quando vem logo quero espantar

Eu sei que a solidão é besteira de quem vive
que quando aperta o peito
é o meu peito que quero apertar contra o seu
para que no toque de nossas peles
possamos ir mais além
as vezes quando i n s i s t e  em bater e cutucar o mesmo buraco
me lanço de um lado ao outro e não paro até me sentir cansada
sei que o que estamos vivendo é só uma fase
minha mãe anda longe
nem sei por onde
mas se eu pegar o telefone ainda alcanço
mas descalça na areia
respiro profundo
meu banho de mar
um chero nos amigos
e por hora é isso
só digo que de todo sentimento
o profundo

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Olho pela janela

Eu olho pela janela e as pontas das igrejas se saltam. São tão bonitinhas.
De leve, agora em Agosto, o sol vai batendo na pele e o vento toma todo meu corpo arriçando levemente meus pelos. 

Eu olho pela janela, sento na cadeira,cruzo as pernas e me lembro de Jorge Amado. Assim que ele se  sentia ao olhar pela janela?

Qualquer dia vou dar uma volta por brotas, por rio vermelho, quem sabe. 
Subir uma ladeira e me fazer bananeira, lançar as pernas para o alto, assim, despretensiosamente tentando alcançar o céu.

Porque eu olho pela janela e vejo as pontas das igrejinhas todas saltadas...

Ai Bohemia branda, bohemia calma. Esse é o vento de Agosto. 

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Do amor que nunca tive

Do amor que nunca tive criei expectativas
Do amor que nunca tive me fiz meditativa
Do amor que nunca tive procurei entender
Do amor que nunca tive procurei rever
Do amor que nunca tive os amores que tive
Do amor que nunca tive procurei escrever
Dos amores que nunca tive procurei viver
Dos amores que nunca tive procurei encontrar

Dos amores que nunca tive só pude me fazer o ser que irá amar

quinta-feira, 6 de julho de 2017

tô grata

tudo está em seu tempo

as árvores estão em seu tempo;
o mar está em seu tempo.

hoje está em seu tempo.

não sei se a vida
me deu
ou me tirou
algo, mas

hoje está em seu tempo.

não fui ao centro da terra,
nem virei manto,
tampouco reluzo a cor vinho ou beterraba,
mas ó, minha felicidade é acerola,
chão cerâmico gelado e também o dia de amanhã.

se é prece ou não,
nem sei.

só digo: tô grata.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Até seis meses atrás

andei sem coração,
vazia e oca.
Mas reparei,
durante um show do Di Melo,
que existe boa música e,
por enquanto, é só.

terça-feira, 4 de abril de 2017

pequeno diário

Boa noite, cheguei agora da rua. Escrevo como se estivesse te contanto. Pra ti, pra alguém, pra mim.
Hoje faz uma noite tão bonita, no LP toca Bruce Hornsby. Quis ouvir um som calmo, pensei em colar Dire Straits, mas desisti. Pra te falar a verdade achei que ia me fazer mal hoje. Então porque não ouvir pela primeira vez um disco novo?
Liguei o ventilador e abri as janelas do quarto, simplesmente porque gosto, e, as vezes, precisamos criar nossos pequenos espaços. Agora está mais agradável, o lp está tocando e o som preenche o quarto. Sinto amor.
Um dia, sei que irá de vingar, contarei tantas histórias. Sem fundo, sem moral, sem porque. Apenas histórias....
Eu queria te deixar um beijo, hoje é lua crescente, já está preenchendo metade do céu. Parece uma bolacha negresco meio comida e meio por comer. Aquele recheinho branco é tão gostoso, quem resiste?
Eu sei, falar bolacha, é estranho, mas eu sou paulistana.
Desculpe se errei a gramática e colocação dos porquês, afinal, se tiver um tempinho, podes me avisar, aí edito. Beijo.



segunda-feira, 27 de março de 2017

...

Hoje a trilha sonora que abriu o meu coração foi ( e com vocês...):

Mi casa no tiene paredes
https://www.youtube.com/watch?v=5O9yKxIKCL8&list=PL2FD23A5AE9412822

Hoje é o dia em que acredito estar nascendo uma nova etapa:
darei continuidade as andanças e para inspirar ouvi as músicas de Adrian Berra e Eddie Vedder (como se parecem)


domingo, 26 de março de 2017

Expressão

Sinto profundo.
Escrevo raso.

Pequenas Ilusões

Hoje, ao amanhecer, me saltou, aos pensamentos, a ideia de pequenas ilusões: expectativas criadas, histórias que não aconteceram, enfim, galhos, ainda não nascidos, de uma árvore.
Por ora, esses pensamentos permitem-se criar raízes, veem e vão. São nuances: prazer e dor, prazer e dor, prazer e dor.
Em meio a eles construí alguns dos meus dias, reagindo as atitudes dos outros, ora presente em minha vida, ora tão distante que só revelava a minha tamanha insignificância, no melhor estilo figurante.
Por vezes, ainda sobressaltada a esse pensamento, estalo para perceber os medos guiadores, a inexplorada liberdade a ponto de dizer: não quero mais nada, mais nada.
- Vem cá, será que você me entende?
- Mas, vem cá de novo: afinal de contas, o que isso tem a ver com viagens?
- Pois bem, aí que está:
Quando comecei a escrever tentei descrever um pequeno pensamento após uma pequena desilusão amorosa. Pois é, tudo isso começou com a hipótese, hi-pó-te-se de um lancinho, com uma pessoa bacana, ter continuidade. Logo, a expectativa e enfim a pequena ilusão.
Então, não rolou, ponto. Não terá continuidade.
Ou seja, socorro. Cadê o horóscopo?
Regência solar: peixes.
- Preciso falar mais alguma coisa? Can i help you, sir?

Hoje ao amanhecer percebi as pequenas ilusões que criamos: agora, pronto.

terça-feira, 14 de março de 2017

Na ladeira do samba

Caísses na poeira do meu esquecimento por antes me deixar desarmada, sem guardas e sem um punho de areia.
Atira-se ao sol.
Com teus pés fizesses poeira e não te vi.
Mas mirei, admirada, um pé de chinelo de couro, fim de tarde, tempo seco e alegria estampada no rosto.
Mas apenas imaginei.
Eu moro em um ônibus a vida em um caracol.
Vivo esse tempo só por um tempo e só.
Um poema compartilho.
Noutrora,
nova aurora!

Lindo demais

Só posso achar bonito o namoro entre a vaca e o canarinho.

Foi gostoso ( no maior estilo pagode)

No ponto mais alto do desejo, os meus olhos nos seus.
Nosso carinho, embalo.
Minha mão.
Seu corpo afago.
Espalho sem rodeio e assim afastamos os descarinhos do cotidiano.