Eu sei que a solidão é besteira de quem vive
que quando aperta o peito
é o meu peito que quero apertar contra o seu
para que no toque de nossas peles
possamos ir mais além
as vezes quando i n s i s t e em bater e cutucar o mesmo buraco
me lanço de um lado ao outro e não paro até me sentir cansada
sei que o que estamos vivendo é só uma fase
minha mãe anda longe
nem sei por onde
mas se eu pegar o telefone ainda alcanço
mas descalça na areia
respiro profundo
meu banho de mar
um chero nos amigos
e por hora é isso
só digo que de todo sentimento
o profundo
sábado, 26 de agosto de 2017
terça-feira, 15 de agosto de 2017
Olho pela janela
Eu olho pela janela e as pontas das igrejas se saltam. São tão bonitinhas.
De leve, agora em Agosto, o sol vai batendo na pele e o
vento toma todo meu corpo arriçando levemente meus pelos.
Eu olho pela janela, sento na cadeira,cruzo as pernas e me lembro de Jorge Amado. Assim
que ele se sentia ao olhar pela janela?
Qualquer dia vou dar uma volta por brotas, por rio
vermelho, quem sabe.
Subir uma ladeira e me fazer bananeira, lançar as pernas
para o alto, assim, despretensiosamente tentando alcançar o céu.
Porque eu olho pela janela e vejo as pontas das
igrejinhas todas saltadas...
Ai Bohemia branda, bohemia calma. Esse é o vento de
Agosto.
segunda-feira, 14 de agosto de 2017
Do amor que nunca tive
Do amor que
nunca tive criei expectativas
Do amor que nunca
tive me fiz meditativa
Do amor que nunca
tive procurei entender
Do amor que
nunca tive procurei rever
Do amor que
nunca tive os amores que tive
Do amor que nunca
tive procurei escrever
Dos amores
que nunca tive procurei viver
Dos amores
que nunca tive procurei encontrar
Dos amores
que nunca tive só pude me fazer o ser que irá amar
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