domingo, 25 de dezembro de 2011

Estagnação.

Lá sei vai, mais uma vez, passarão mais três ou quatro meses:
sol, chuva, sol, sol, sol, lua, nuvem, estrelas, nublado, abafado, carro, carros, moto, bicicleta, motos, patins, patinete, jeep, cavalo, viatura, ambulância, asfalto, terra, calçada, rua, calçadão, areia, dunas, lama, chinelo, descalço, sapato, tênis, salto, tamanco, sandália, camiseta, top, blusa, moletom, agasalho com gorro, camiseta de time, peito nú, sutiã, cinto de segurança, proteção de voo, calcinha, cueca, fio dental, censurado, short, bermuda, calça, saia, vestido, macacão, nítido, embaçado, colorido, desconfigurado, metade, inteiro, perto, longe, médio, balalaika, raiska, josé cuervo, cerveja gelada, cerveja quente, 51 com limão, garçom mal criado, garçom engraçado, gorjeta, caixinha, 10%, porção, porções, fritas, mandioca, macaxeira, queijo em cubo, amendoin, frango a passarinho, rg, cpf, habilitação, certidão de nascimento, carteira de trabalho, título de eleitor, histórico escolar, cópia, original, aniversários, bolos, tortas, docinhos, comemorações, bebemorações, amigos, colegas, desconhecidos, simpáticos, antipáticos, correr, andar, caminhar, se arrastar, tropeçar, cair, pular, nadar, trabalho, praça da sé, são paulo, floripa, cachoeira, praia, sítio, sóbrio, chapado, bêbado, alegre, triste, contente, contido, rindo, sorrindo, chorar, gritar, calar, assoviar, cantar, nostalgia.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Meu Progresso do avesso: Regresso.

São tapas, murros, puxões, arranhões, beliscões
e custa, custa, custa aceitar.
Demora, arde, incomoda, corrói, corrói, corrói.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

-

Me despi e finquei meus braços bem abertos.
Nua, tua, ávida.

''Engano e modifico as trilhas.
Se o rumo for o da dor da partida -e não é pela dor em si, aliás ela que cumpra com o seu dever- estarei á espera: impávida, sem pensar em olhar o relógio.
Apesar do ar pesado dessa região estou respirando melhor e esse meu pulmão inflou de história...''

Voltando a dor, que ela ande bem devagar, tropeçando, mancando,
pedindo ajuda aos gritos a todos os que não puderem escutá-la.



domingo, 24 de julho de 2011

Olhar:

Já perdi as contas de quantas vezes te matei.

O queijo é só para montar a ratoeira.

Uivou, rangeu, gritou, esmurrou, sacudiu para sugar a atenção, a pseuda calma e a tal famosa paz.
De novo nem foi digno de percepção. Só mais uma vez, uma vez mais...Naqueles mesmos dias, mais um dos perdidos.

Já cabisbaixa deixou de querer, finalmente.
Um, só mais um, talvez o último suspiro-de outra natureza:
sorriu.

Sorriu?
Sorriu,
sorriu.
Não era frívolo, claro que não. Era, era, era... pro-li-xo. Isso! Prolixo. Alegremente prolixo.
Velha graça de amor a primeira vista: platônico, tímido. Incapaz de enxergar as palavras, pensamentos e intensões daquele aconchegante sorriso.


quinta-feira, 21 de julho de 2011

-

Coceiras à parte.
A janela está aberta e desse jardim vem mosquito.
Hoje não é dia de fecha-lá, pelo menos não agora, nem passou das 14h e o sol ainda deslumbrante.
Foi o convidado especial, mesmo assim, trabalhou sorridente aconchegando, acolhendo e aquecendo os sorridos mais frívolos.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Raul, não esqueça o colírio amanhã.

Nada de vovó, Sr Seixas.
Hoje quero um pouco mais de Shakespeare.
Não tudo, apenas um pouco.
Nada de ''ser ou não ser, eis a questão''.
Agora a questão é tempo!
E... questão, e não só, leva tempo.

Então...

é questão de tempo ou tempo em questão?


domingo, 12 de junho de 2011

Jéssica esqueça a Acácia

Faço do tempo um momento ralo.
Há todo tempo me ocupo de breves momentos.
Por vários momentos espero o instante exato e por fim me falta tempo.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

plural

as, os
umas, uns
elas, eles

concretamente abstrato

meu olho contra o sol
brinca dia após dia
de clarear, escurecer e ofuscar

cai alguns cílios, ciscos, gotas de orvalho.
Em manhãs de outono, nubladas, azuladas,
ensolaradas

esbarramos sem tempo para parar;
em folhas secas no chão,
flores plantadas em saias rodadas,
açaí granola, sacola...

engraxado o sapato no banco da praça, brilhante!
pisam nas mesmas calçadas que pés dançantes,
descalços, machucados ou gelados...

terça-feira, 17 de maio de 2011

''Nóis'' reclama. Mas ''nóis'' gostá.

Do café amargo, da ladeira até o trabalho,
do metrô lotado.
Sonha com um suco gelado e um carro importado.

Podendo presenciar mais um dia, se esquece e
reclama mais:
Da coitada da chuva, do sol, do tempo nublado.
Sonha em dia de chuva ter sol, dia de sol ter chuva e dia de sol e chuva ser nublado.
Tudo bem contrariado. De um jeitinho bem descontentado.

Reclama quando não tem dinheiro,
mas quando tem, reclama do banco lotado,
do tamanho da fila e do caixa parado.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Viagem egoísta.

Nesse vagão só cabe um.
Desculpe o transtorno.
Avisamos que não é confiável acompanhá-lo.
Não sabemos nem qual direção irá seguir.
Desculpe o transtorno.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Distorcido da idéia inicial.

ao som de trajetória de Maria Rita

Não há o que nos separe, digamos que o fio de nossos pensamentos nos una.
Só que há entre nós uma longa estrada, uma cidade inteira.
Vidas tão ou mais usuais que as nossas.
Beijos ardentes e apaixonados, pedaladas solitárias e perdidas risadas nas esquinas.
O horário de verão, o sol, a lua e os lugares que antes fazíamos parte, agora estão ocupados por outras personagens.
Para regressar temos que cruzar pedágios de tempo e angústia.
Cruzar essa cidade inteira.
Por talvez ter que ser assim é que o sofrimento diminua.
Igual as outras pessoas nos deixamos levar à uma natureza nada natural e nos conformamos um tanto inconformadas.