quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Das humanidades encontradas no caminho

Hesito em chamar de divindades as humanidades encontradas no caminho porque os melhores sentimentos são os humanos, principalmente o amor. Seria mensurável?
Na verdade, não concordo que o seja.  
O amor. 
O amor é ligeiro, breve, sereno e, no entanto, nenhum adjetivo lhe cairá bem porque entre tantas codificações apenas tento descrever o momento.

...
Talvez seja assim o amor, seja o momento e apenas ele.
Mas como mensurar meses, semanas, dias, chronos e kairós?

(calma... respiiiira... coragem. Alegria, ‘’vamo dale’’!)


“Marvin, agora é só você. E não vai adiantar chorar, vai me fazer sofrer (...) 
Marvin, a vida e pra valer eu fiz o meu melhor “


domingo, 6 de novembro de 2016

para meu irmão e outros dias

http://mymindlessspace.blogspot.com.br/2016/09/a-outro-ciclo.html

É, meu irmão
farei um intertexto
à sua dor
que desde o começo
reconheço.

Se nosso ciclo,
quem diria,
tão parecido!
Ao mesmo tempo,
já te digo,
que ainda não compreendo,
mas me coço,
não aquieto a bunda,
aprendi a dançar funk.

Eu sei que viemos de longe,
tão longe,
mas hoje estamos aqui,
enfim, posso te dizer
que tem raiva em mim também.

Ranjo os dentes
rebato,
não abalo,
já abalei por tempo.

Ranjo os dentes,
hoje entendo a quem esmurrou
vidros, descontente
pra sentir dor
em estar na terra.

Se é de nossa natureza?
Acho que sim,
mas quem somos nós
para sermos críticos
do amor?

Entre uma e outra dose
de água de coco
que venham outros
e mais ciclos.

Te amo!