segunda-feira, 25 de julho de 2011

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Me despi e finquei meus braços bem abertos.
Nua, tua, ávida.

''Engano e modifico as trilhas.
Se o rumo for o da dor da partida -e não é pela dor em si, aliás ela que cumpra com o seu dever- estarei á espera: impávida, sem pensar em olhar o relógio.
Apesar do ar pesado dessa região estou respirando melhor e esse meu pulmão inflou de história...''

Voltando a dor, que ela ande bem devagar, tropeçando, mancando,
pedindo ajuda aos gritos a todos os que não puderem escutá-la.



domingo, 24 de julho de 2011

Olhar:

Já perdi as contas de quantas vezes te matei.

O queijo é só para montar a ratoeira.

Uivou, rangeu, gritou, esmurrou, sacudiu para sugar a atenção, a pseuda calma e a tal famosa paz.
De novo nem foi digno de percepção. Só mais uma vez, uma vez mais...Naqueles mesmos dias, mais um dos perdidos.

Já cabisbaixa deixou de querer, finalmente.
Um, só mais um, talvez o último suspiro-de outra natureza:
sorriu.

Sorriu?
Sorriu,
sorriu.
Não era frívolo, claro que não. Era, era, era... pro-li-xo. Isso! Prolixo. Alegremente prolixo.
Velha graça de amor a primeira vista: platônico, tímido. Incapaz de enxergar as palavras, pensamentos e intensões daquele aconchegante sorriso.


quinta-feira, 21 de julho de 2011

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Coceiras à parte.
A janela está aberta e desse jardim vem mosquito.
Hoje não é dia de fecha-lá, pelo menos não agora, nem passou das 14h e o sol ainda deslumbrante.
Foi o convidado especial, mesmo assim, trabalhou sorridente aconchegando, acolhendo e aquecendo os sorridos mais frívolos.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Raul, não esqueça o colírio amanhã.

Nada de vovó, Sr Seixas.
Hoje quero um pouco mais de Shakespeare.
Não tudo, apenas um pouco.
Nada de ''ser ou não ser, eis a questão''.
Agora a questão é tempo!
E... questão, e não só, leva tempo.

Então...

é questão de tempo ou tempo em questão?