Tem coisas que a gente preza
e coisas que a gente prensa.
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
sábado, 28 de junho de 2014
Invernos
No canteiro da foto, passei.
A casa vazia, habitei.
Fortes palavras, professei.
É, compartilhei.
Hoje, o Chico me acompanha.
Estive lá, isso é certo, além da Jéssica, alguém me viu?
Em rodas de samba, dancei.
De olhos fechados, velei.
O copo vazio, deixei.
Hoje, pergunto se sabem o meu nome.
O som ligado, desliguei.
terça-feira, 17 de junho de 2014
Matinal
O tigre da manhã espreita pelas venezianas.
O Vento fareja tudo.
Nos cais, os guindastes domesticados dinossauros
- erguem a carga do dia.
Mário Quintana.
Matinal
O tiGRRRRe da manhã- o sol /o animal domesticado- espreita pelas venezianas.O Vento- letra maiúscula, presente, invisível só e sensível acompanhado; move montanhas, aos poucos, às horas, aos dias, aos anos, as décadas, aos séculos- farrrreja tudo.
Nos cais, os guindastes domesticados dinossauros- necessidades biológicas transformadas em mercadorias: fome, fome, fome, suor, trabalho. Seu Nereu, trabalhador aposentado: Tu não ganha mal, mas também não ganha bem. É o bastante pra sobreviver. SE tu for organizado tu vai ficar bem, se não, não vai ter muita coisa, mas não vai morrer de fome.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Acordei Drummond
Ao meio dia
Levanto-me
Hoje acordei
Hoje acordei
Hoje
Acordei
Meio Drummond:
A fadiga rotina
Em minhas retinas
caminha determinista
O dia termina e
começa outra vez;
Nem um rock, nem um
roll,
não lança, nem
balança.
Bolha
Não sei
o que pensas de mim, mas desfaz, desfaça.
D e s f a ç a essa
ideia.
Ideia.
Dias em
que há gente: disfarça.
Sou
bolha, sou não.
Sou
não.
D e s f
i z, d e s m a n c
h..........................ei.
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