Eu olho pela janela e as pontas das igrejas se saltam. São tão bonitinhas.
De leve, agora em Agosto, o sol vai batendo na pele e o
vento toma todo meu corpo arriçando levemente meus pelos.
Eu olho pela janela, sento na cadeira,cruzo as pernas e me lembro de Jorge Amado. Assim
que ele se sentia ao olhar pela janela?
Qualquer dia vou dar uma volta por brotas, por rio
vermelho, quem sabe.
Subir uma ladeira e me fazer bananeira, lançar as pernas
para o alto, assim, despretensiosamente tentando alcançar o céu.
Porque eu olho pela janela e vejo as pontas das
igrejinhas todas saltadas...
Ai Bohemia branda, bohemia calma. Esse é o vento de
Agosto.
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