Hoje, ao amanhecer, me saltou,
aos pensamentos, a ideia de pequenas ilusões: expectativas criadas, histórias que
não aconteceram, enfim, galhos, ainda não nascidos, de uma árvore.
Por ora, esses pensamentos permitem-se criar raízes, veem e vão. São nuances: prazer e dor, prazer e dor,
prazer e dor.
Em meio a eles construí alguns
dos meus dias, reagindo as atitudes dos outros, ora presente em minha vida, ora
tão distante que só revelava a minha tamanha insignificância, no melhor estilo
figurante.
Por vezes, ainda sobressaltada a
esse pensamento, estalo para perceber os medos guiadores, a inexplorada liberdade
a ponto de dizer: não quero mais nada, mais nada.
- Vem cá, será que você me
entende?
- Mas, vem cá de novo: afinal de
contas, o que isso tem a ver com viagens?
- Pois bem, aí que está:
Quando comecei a escrever tentei
descrever um pequeno pensamento após uma pequena desilusão amorosa. Pois é,
tudo isso começou com a hipótese, hi-pó-te-se de um lancinho, com uma pessoa
bacana, ter continuidade. Logo, a expectativa e enfim a pequena ilusão.
Então, não rolou, ponto. Não terá
continuidade.
Ou seja, socorro. Cadê o
horóscopo?
Regência solar: peixes.
- Preciso falar mais alguma
coisa? Can i help you, sir?
Hoje
ao amanhecer percebi as pequenas ilusões que criamos: agora, pronto.
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